Projeto artístico de intervenção pública

3ª edição - 23 a 28 de Julho 2012

TROCA-SE POR ARTE

Troca-se por arte é um projecto de divulgação da cidade e dos nossos artistas, em colaboração com os proprietários das lojas de comércio tradicional da cidade invicta. O objetivo é mostrar alguns artistas que consideramos promissores e talentosos e durante uma semana deslocá-los do circuito regular da arte. Durante esse Período as montras das lojas transformam-se em galeria aberta. Esta acção não tem fins lucrativos e só vem tentar dinamizar o comércio e fazer com que o público se atente mais com a arte, a arquitectura, e com a noção de cidade viva.

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Troca-se por Arte is a project to make the town and our artists known to the public, in cooperation with traditional trade shop owners in the town. The aim is to show some of the artists we consider promising and talented and, for une week, move them from the regular art circuit. During that period of time the windowshops become an open gallery. This is a non-profit event and its only purpose is to try to bring some dynamics to commerce and draw people's attention to art, architecture, and to the idea of a lively town.

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Troca-se por Arte est un projet de divulgation de la ville et de nos artistes, en collaboration avec les propriétaires des vitrines des commerces tradicionaux de la ville de Porto. L'objectif est de montrer certains artistes que nous considérons prometteurs et talentueux, et, durant une semaine les déplacer du circuit régulier du marché de l'art. Durant cette période les vitrines des boutiques se transformeront en gallerie ouverte. Cette action sans but lucratif, vise dynamiser le commerce et capter l'attention du public sur l'art et l'architecture, soulignant la notion de ville vivante.


16.4.10

Queijaria Amaral / MARIA JOSÉ SILVA

Pandora Complexa / Machado Joalheiros

assume-se como um projecto colectivo de Júlio Dolbeth e Rui Vitorino dos Santos, ambos residentes no Porto. Tudo começou com a ideia de criação de uma personagem embaixatriz para um diário gráfico.
No início sem premissas delimitadas do que poderia acontecer, pensámos na ideia de construir uma fanzine. A facilidade de publicação online, tornou o projecto possível a uma escala mais alargada e de custo de produçãoquase zero.
Criámos o blogue, com um primeiro nome "It was Corina",tributo a uma amiga comum. No início, como não sabíamos que tipos de narrativas iríamos produzir, decidimos alterar o nome para um título mais anónimo, pelo menos no nosso círculo de amigos, de forma a não sentirmos qualquer tipo de condicionamento
ou auto-censura.
O nome Pandora, para uma possível personagem feminina, foi uma opção, pela sua versatilidade de compreensão em várias línguas, com um reconhecimento universal numa cultura ocidental. Não havia necessidade de tradução. Complexa, em português, pela proximidade linguística, também seria facilmente interpretado.
A partir daqui existia uma personagem, Pandora, que seria Complexa.



Bios

Júlio Dolbeth
Nasceu em Angola, no ano de 1973, e é um dos mentores da Associação DAMA AFLITA. Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e com Mestrado em Arte Multimédia, Júlio Dolberth é, actualmente, docente de Design de Comunicação e Ilustração na faculdade onde se formou. Paralelamente, desenvolve com regularidade projectos de investigação na área da Ilustração e participa em eventos individuais e colectivos de mostra de trabalhos.
Júlio Dolbeth é, ainda, colaborador da Revista Parq, através da publicação de textos e imagens direccionados para a Ilustração.

dolbeth@gmail.com
julioguestlist.blogspot.com
pandoracomplexa.blogspot.com


Rui Vitorino Santos
Nascido na Batalha, no ano de 1971, Rui Vitorino Santos reside, actualmente, na cidade do Porto. Tal como Júlio Dolbeth, também é docente de Design de Comunicação e Ilustração na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Complementando a actividade pedagógica, Rui Vitorino Santos é ilustrador e investigador na área da Ilustração.

yestranslation@gmail.com
ruivitorinosantos.blogspot.com
pandoracomplexa.blogspot.com
Adriana Oliveira e Katerina Marková / O Buraco
RASGA O HÁBITO. FAZ-TE AO BIFE!


Impressão fotográfica 822mm x 1250mm

Em 1974, ano do nascimento da sua primogénita Michala, Borislav recebeu de Eva, sua primeira mulher, um poster que ela comprara durante uma viagem ao Canadá. O poster tinha a fotografia de uma mulher de costas para a câmara sentada sobre os próprios joelhos olhando para trás por cima do ombro. Usava apenas um chapéu de vaqueira e no corpo nu estavam desenhadas a negro as várias secções de corte da carne, com os respectivos nomes. Em título lia-se BREAK THE DULL STEAK HABIT. Anos mais tarde, Hana a sua segunda mulher encontrou-o guardado numa gaveta e pendurou-o na parede por cima da mesa da sala de jantar. Katerina, única filha de Hana e Borislav, cresceu nessa casa e usava diariamente a mesa de refeições. Tinha 11 anos quando os pais se separaram, e viu o poster partir juntamente com o pai, para outra casa. Borislav faleceu de morte súbita em 2007, os seus bens foram divididos pela família e o poster voltou às mãos de Eva, que o colou numa parede de sua casa. Michala herdará o poster de sua mãe.
Em 2010, Katerina conseguiu finalmente encontrar um livro com informação sobre o póster. A imagem foi realizada em 1973 pelo Studio One em Norristown, na Pensilvânia (USA).

Bios

Katerina Marková
Nasceu em 1985 em Praga, actualmente vive e trabalha no Porto.
Licenciou se em Design Visual na Faculdade de Arte e Design da Universidade do J. E. Purkynrina República Checa, estuda em Mestrado em Multimédia na Faculdade de Engenheria da Universidade do Porto. No seu trabalho procura unir útil com agradável e conjugar meios analógicos com os meios digitais. Colaborou com Adriana Oliveira, editora Albatros Praha, British Council Prague, Gabriela Vaz-Pinheiro, José Carneiro, Miguel Carvalhais, editora Olympia Praha, Tereza Matyáriová e os Zelig, entre outros.
Os trabalhos dela podem ser vistos em http://kat.krasavice.org.

Adriana Oliveira
Adriana vive e trabalha entre o Porto e Miramar.
Nasceu e cresceu em Paços de Brandão, uma pequena vila 30 Km a sul do Porto.
Estudou fotografia na Escola Superior de Artes do Porto onde se formou
em 1997 e desde então dedica-se à fotografia entre muitas outras coisas.
Simão Bolívar / Optocentro
Acervo


Selecção de alguns trabalhos de artistas, designers e ilustradores.

Esta montra surge após um convite para apresentação de trabalhos adquiridos nos últimos anos. O ímpeto de coleccionar surge na sequência de vivências e proximidade com alguns artistas plásticos - que resultaram na oferta dos primeiros trabalhos - aliadas a uma vontade nata. Foi, assim, possível reunir o conjunto de obras que hoje são expostas.


Bio
Simão Bolívar vive e trabalha no Porto. Frequentou o curso de Arquitectura na Faculdade do Porto mas cedo optou por trabalhar como freelancer na área da produção e organização. Paralelamente as primeiras experiências musicais como DJ começaram no ano de 2001 na dupla Ina Soda & Sim.On, ao lado de Inês Costa. Desde essa data as apresentações continuam a ser regulares, quer a solo ou como dupla, em alguns bares do porto (Anikibóbó, Café au Lait, Maus Hábitos, Passos Manuel). Os últimos projectos passaram pela organização de eventos sazonais.
Foi Director Artístico responsável pela programação musical do Pitch-Club no Porto. Actualmente é Project Manager da Cinbol - Branding & Event Engineering, a sua própria empresa de produção e comunicação.
Ricardo Capelas / Oficina Beringela
A Percepção é Cíclica

Quando percepcionamos criamos emoções.
Emoções essas que condicionam futuras percepções.
É dentro deste ciclo que temos a ideia de quem somos e do que nos rodeia.

Bio
Ricardo Capelas, natural do Porto, nasceu em 1981 e actualmente reside
em Lisboa. Desde cedo desenvolveu um carisma e paixão pela imagem.
No seu percuso académico, entre Portugal e os Estados Unidos, estudou
Comunicação, Marketing e Relações Publicas, especializando-se em Cinema.
O seu contexto criativo reside em variar na relação entre o Cinema, a Fotografia,
o Teatro e a Publicidade.
Estórias soltas ou préviamente pensadas são a motivação do jovem realizador.
O seu trabalho divide-se entre várias formas e conteúdos inerentes à imagem
independente. Realizou, “2:22”, “Teatro de Rua”, “Dining Room” , “Red Demon”
entre outros.. Para o jovem criador as pessoas são o principio base da
sua criatividade emergente.
Renato Ferrão / Pedalar Bike Shop
Sem Título



Bio
Nasceu em Vila Nova de Famalicão, 1975.
Vive e trabalha no Porto.
Estudou Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Expõe regularmente desde 1998.
Das suas exposições individuais destacam-se, “Fóssil de microhabitat” e “Quem tem olho é Rei”, realizadas na Galeria Quadrado Azul em 2008 e 2006 respectivamente, “A C ack of ence”, apresentada no espaço Uma Certa Falta de Coerência e em 2006, “17.38`51”, apresentada no Projecto Apêndice, no Porto.
Renato Ferrão realizou vários projectos em parceria com outros artistas, dos quais se destacam a mostra “No Future”, que esteve patente na Galeria 24B em Oeiras, em 2005 e “Impreciso”, apresentada no Projecto In.
Transit, no Porto, em 2007, cujos trabalhos formam desenvolvidos com Nuno Ramalho, ou “The Stars Turn Into Stripes Forever”, com Eduardo Matos, apresentado no Salão Olímpico, no Porto, em 2003.
Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se “Antes de chegarem palavras” no Espaço Campanha, Porto, 2009, “Rastos” realizada na Galeria Quadrado Azul, Porto, 2007, “Depósito - anotações sobre densidade e conhecimento”, apresentada Reitoria da universidade do Porto, 2007 e “Busca Pólos” no Pavilhão Centro de Portugal, Coimbra, 2006.Com Carla Filipe, Eduardo Matos, Isabel Ribeiro e Rui Ribeiro foi membro fundador do projecto “Salão Olímpico”, desenvolvido entre 2003 e 2006, no Porto.
Pedro Magalhães / Loja 185
Sem Título


Bio
Nasceu em Portugal, em 1975
Vive e trabalha no Porto.
Desde 2001, Pedro Magalhaes expõe o seu trabalho, individualmente e juntamente com outros artistas.

As exposiçoes individuais: lutz-ritberg-euler-salchow (Reflexus Arte Contemporanea, 2009); Belo Abismo (A Certain Lack of Coherence, Porto, 2008); Injuries (Galeria Lab65, Porto, 2007) ; Itenerario Complementar (Matosinhos, 2006); Sem titulo (Comm'on Photo Galery, Porto, 2003).
O seu trabalho mais recente em exposições colectivas: Esta a morrer e nao quer ver (Espaco Campanha, Porto, 2009), Ananil (Ananil - Evento Cultural, Montemor-o-Novo, 2005), Instalacoes Fotograficas (Encontros de Fotografia de Evora, Evora, 2003).
Nuno Miranda / Casa Tamegão
Dust Spots (2009)


#1, #2, #3, #4, #5 Digital C-Type Print mounted on alluminium 100 x 100 cm Edition of 5

A forma como somos levados a negligenciar o poder dissimulante da tradução tecnológica é a condição sobre
a qual o meu trabalho fotográfico se tem debruçado. A câmara fotográfica não tem sido indispensável. Mais recentemente uso processos fotográficos para glorificar anomalias: adoro trabalhar com elementos indesejados, na tentativa de transformar a sua representação em elementos sedutores.
No mesmo contexto de Dust Spots (2009), o trabalho que exponho no Troca-se Por Arte, estou neste momento a trabalhar em Scratches (2010), que no âmbito de Anomalies (que, para já, agrega os meus três últimos trabalhos e que originará uma publicação), continua a explorar elementos inconvenientes.
Dust Spots é uma série de ampliações de partículas de pó encontradas em fotografias digitais. O pó, como um elemento indesejado que se relaciona com a ideia de matéria concentrada e tempo acumulado, torna-se o motivo central destas imagens fotográficas digitais. Estas comparam-se a imagens telescópicas de concentrações de poeira no espaço sideral.

Bio
Nuno Miranda completou o curso de Fotografia no London College of Communication, em 2006. Colaborou como fotógrafo freelancer com revistas portuguesas, como a Pública, Grande Reportagem e Única. Expôs no Carpe Diem Arte e Pesquisa (Lisboa), no Centro Português de Fotografia (Porto), na Galeria da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Porto), no GratisLab (Porto), Maus Hábitos (Porto) e na Galeria Well (Londres). Actualmente é editor e co-fundador da VICE Portugal.
Nuno Coelho / Casa Africana
Africa



Bio
Nuno Coelho é designer de comunicação e professor de Design na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Vive e trabalha no Porto. Master em Design e Produção Gráfica pela Universidade de Barcelona e Licenciatura em Design de Comunicação/ Arte Gráfica pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Como Designer desenvolveu trabalhos para diversas entidades em Portugal, Alemanha, Espanha, Etiópia, Noruega, Palestina e Reino Unido. Organizou e participou em exposições que tiveram lugar em Portugal, Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha e Itália. O seu trabalho pode ser visto em www.nunocoelho.net
Miguel Flor / Galerias 274
Bactéria 05/10


Algumas peças de vestário que representam antigas colecções do designer alteradas naturalmente devido à humidade
a que foram expostas. A instalação de Miguel Flor reforça a ideia de que as bactérias são os organismos mais bem sucedidos do planeta em relação ao número de indivíduos e assim brinca com a sua própria condição como designer, marca, produto e até apresentação.


Bio
Após a sua formação pela Academia de Moda, Miguel Flor ganha projecção no concurso Sangue Novo promovido pela Moda Lisboa no ano de 1996 arrecadando o 1º prémio que o leva a estagiar em Paris num dos mais importantes gabinetes de tendências, o Studio Peclers. Aproveitando a estadia, Miguel Flor resolve candidatar-se a um estágio com o designer Martin Margiela. Alem de ser aceite para o estágio, Miguel Flor é 3 meses mais tarde convidado para fazer parte da equipa e aí permanece quase um ano.
Com o sentido na marca própria, Miguel Flor volta para Portugal e começa a apresentar semestralmente na Moda Lisboa a sua colecção desenhada exclusivamente para homem, arrecadando imediatamente uma série de prémios, o reconhecimento do público e da imprensa especializada e a participação em várias exposições.
No inicio de 2001, e numa perspectiva de internacionalização, volta a Paris, mas desta vez para desfilar na semana do “Prêt-à-Porter” masculino com a colecção Outono Inverno 01 02 que é considerada pela imprensa Francesa uma revelação: “O designer conceptual Português e um dos 4 da estação” (Revista Max Mode / França) , “Mais cerebral, Miguel Flor desenha o vestuário masculino reestruturando a sua base clássica” (Journal Liberation/França), citações estas que bem definem a marca. Através da participação em feiras e showrooms como o Workshop e o Casabo, conquista a notariedade internacional consolidando uma carteira de clientes de renome em Tokio, Paris e Londres.
Em 2002 decide fazer uma pausa para se dedicar a outros projectos continuando porém envolvido com o design e a exploração do mesmo através de serviços mais ligados à industria (Balzac, Torre, Vicri), figurinos para teatro e performance, ensino (Academia de Moda, Porto), exposições ("Project Wall-Matéria Print", “Terminal - Em fractura, colisão de territórios”) , workshops e outros eventos.
Durante o fim de 2008 e o ano de 2009 Miguel Flor esteve envolvido na concepção da loja de lifestyle masculino Wrong Weather (buyer, designer e manager).
Desde o inicio de 2010 prepara a colecção de sapatos Miguel Flor for Eureka com lançamento agendado para fim de Abril deste ano.
Maria José Silva / Queijaria Amaral
Mulheres Traídas


Realização / Produção / Banda Sonora: Maria José Silva
Assistente de Realização / Câmara: João Paulo Costa
Pós-produção áudio e vídeo: João Cordeiro
Elenco:
Lucinda - Clementina Amorim
Rodrigo - José Soares
Esmeralda - Iria Machado
Marido da Amante - Mário Almeida
Filhos de Lucinda - Paulo Freitas / Diogo Costa
Senhora do Lar - Maria Luísa Soares
2º amante de Lucinda - João Paulo Costa
Ano de Edição: 2007 / Cidade: Porto / Duração: 38 min. aprox. / Loop
Uma história de infidelidades contada na voz feminina.


Bio
MARIA JOSÉ DE JESUS SILVA, nasceu a 3 de Agosto de 1937, na freguesia da Junqueira, Vila do Conde. A atracção pelo teatro, a dança, o cinema, a música vem desde os seus 14 anos. A par, foi cultivando o gosto pela leitura e pela escrita.
Aos 55 anos, a sua «maior alegria era ser escritora, dar aos outros aquilo que sai de dentro de mim, dar prazer, dar apoio, pelo menos moral, (...) que sirva para animar as pessoas. Já bastam as surpresas que a vida tem para nos dar!
Maria Dentada e Gula / Lavandaria Perfecta
Um passeio até à launderette


Maria e João, bolachas criadas por Maria Dentada e GULA fazem uma ultima paragem na lavandaria perfecta. O destino destes dois personagens será terrivel, nhac nhac...


Bio
Maria Dentada, projecto de Design Food criado por Sofia Eggers e Sofia Domingues que aliada à ilustradora Celia Esteves, GULA, criam um universo de cupcakes, doces e salgados com uma forte componente visual. Se a Maria Antonieta de Copolla vivesse na baixa do Porto, seria por certo uma das clientes mais assíduas...

No Projecto Troca-se por Arte convidamos a GULA para um sorriso de três dias na Lavandaria Perfecta!
Júlio Roriz / Oficina do Cabelo 1930
CRISTO


Uma obra de arte, enquanto tal, depende do seu espaço de produção e do seu espaço de exibição. Ao percurso entre um e outro podemos chamar ‘contexto’.
Este trabalho de Júlio Roriz ‘recontextualiza’, aos olhos de uma sociedade contemporânea excessivamente consumista, uma das mais importantes imagens da liturgia cristã.
Expô-lo num local nada convencional não diminui o seu valor simbólico, nem tão pouco o satiriza ou critica. Antes o actualiza, oferecendo uma visão contemporânea do sofrimento de Cristo, as suas chagas simbolizadas pela fita-cola numa directa alusão ao consumismo, uma das resignações desta nossa sociedade.
(Andreia Poças)

Bio
Júlio Artur Cruz Ramos Roriz nasceu em Viana de Castelo, no ano de 1970. Dividindo a sua infância entre Castanheira do Ribatejo, Carreço, Vila Franca de Xira e, por fim, Braga, construiu a pessoa que, remando contra a corrente, teimou em apostar na área de electrónica, forçando-se a ignorar o talento que desde sempre era evidente para quem o rodeava.
Mais tarde, em 1997, ingressou na Escola Superior Artística do Porto, já na área de fotografia. Neste contexto, participou em exposições colectivas, nomeadamente “Nudez num Frasco” e “O templo”, e ainda, na Faculdade de Psicologia de Coimbra, o “Cristo”, fotografia emblemática e expoente máximo do interesse e estudo que o artista dedica ao campo da Fé/Encanto/Cristianismo. Envolveu-se ainda numa incursão pelo cinema independente, como director de fotografia e produtor, na longa-metragem “Kuzz”.
Ainda no decorrer da sua formação superior, produziu “Pinhole a Cores” e “Arco” expostos,
respectivamente, no Festival de Cinema de Avanca e Casa dos Ferrazes, no Porto.
No presente, apostou na cidade de Beja, onde alicerçou a sua vida pessoal, leccionando cursos profissionais de fotografia. Participa activamente nos eventos culturais da cidade. Apresentou, na Casa das Artes desta cidade, a exposição individual “Vanitas”, e participou na Galeria Aberta 2009 e na Mertolarte 2010, obtendo respectivamente o terceiro e segundo prémios. Do seu curriculum fazem ainda parte o Ballet Teatro Contemporâneo do Porto, Estúdio Pedro Lobo ou o Museu de Serralves, mas do roteiro actual consta o Alentejo.
Israel Pimenta / Othello
“Portugal Tranquilo”
(Dissertação sobre Portugal, o país, os que o rodeiam, o seu estado, a democracia, o Estado, o seu estado na Europa, a Europa, e palavra de honra,o final feliz. E ainda, o folclore, a dor e o fado.)

HD vídeo transferido para DVD PAL / PB Loop. Duração 13’



“E, no geral, Watt preferia ter de lidar com coisas de que não sabia o nome, embora também isso lhe fosse penoso, a ter que lidar com coisas cujo nome, o nome comprovado, já deixara de ser o nome delas, para ele”.
Beckett, S. (1945; published 1953). Watt. Paris: Olympia Press; tradução de Resende, M.(2005). Lisboa: Assírio & Alvim

Poderíamos (conseguimos?) olhar para a instalação Portugal Tranquilo, de Israel Pimenta, com o mesmo fascínio com que Robert Hooke observava, pela primeira vez, através das lentes do seu microscópio, as pequenas unidades que iam formar o fragmento da cortiça (será um caso?), que estava a estudar e às quais deu o nome de células.
A peça Portugal Tranquilo ocupa a montra da loja Casa Othelo. Com toda a sua mercadoria bem exposta, surge na secção central, circular (quase uma ampliação de uma lupa no pano de vidro horizontal) o fantasma de um altifalante a tocar. Mas não conseguimos ouvir qualquer som…
Como Lorraine Daston e Katherine Park têm demonstrado em Wonders and the Order of Nature, 1150-1750, a noção de facto científico desenvolveu-se no século XVII à volta do debate filosófico dos "casos estranhos» e das «maravilhas». Quando, em 1665, Hooke publicou os resultados das suas observações no livro Micrographia, não conseguiu escapar a quem refutava esta retórica da maravilha, objectando que a inovação técnica só poderia conduzir a uma deformação do real: com o uso de um microscópio o cientista só poderia ver monstruosidades.
O que é que estamos então a ver na Casa Othelo? E a ouvir? É a maravilha ou o monstruoso?
Será possível contar a nossa história bordando panos de linho e pintando cerâmicas ou deveríamos considerar estes objectos como simples resíduos ancestrais bons para os turistas das low-cost?
E quando o arqueólogo encontrar os fragmentos do Galo de Barcelos ao lado dos da Playstation®, será capaz de reconstruir o arquétipo da nossa sociedade?
O que parece certo em Portugal Tranquilo, já a partir do extenso título, é a possibilidade de deduzir (nem que fosse num modelo teórico) a existência de uma progenitura comum através da comparação dos objectos, mesmo quando estes estão filogeneticamente tão afastados.
O importante é que o altifalante continue a tocar.

Lucio Magri 04, 2010


Bio
Nasceu em Oliveira de Azeméis em 1972.
Vive e trabalha no Porto.
Isabel Carvalho / Novalma
Indisciplina Rigorosa ou Dança e Amizade


Bio
Nascida em 1977 no Porto, integra o colectivo Alíngua e publicou a revista Satélite Internacional. Tem se destacado como artista plástica e autora de bd. Mais recentemente e juntamente com Pedro Nora, formou a editora Braço de Ferro - Arte e Design.
Carlos Vilela / casa januário

Utilizo a fotografia como forma de reflexão, de inquietude
junto do espectador.
Não faço fotografia com objectivo artístico, faço-a em função de um conceito, por isso, raramente apresento imagens isoladas, são séries, são trabalhos e projectos pessoais que tenho em mente. Todos os dias crio narrativas que tomam forma de ficção, de teatralização do quotidiano que me rodeia e do qual faço parte. A fotografia para mim chega a ser um “diário visual”. Gosto de fotografar livremente sem estar sujeito a imperativos temáticos. Dou muita atenção ao tema, ao pormenor, à composição e á técnica, mas não estou preso a eles. Para mim a fotografia é uma aventura, é uma expressão intelectual da minha intimidade. Transporto com ela um estado de alma pessoal de outro modo intransmissível. A fotografia ilude-me e fortalece-me. Com a fotografia consigo enfrentar — negando, se necessário — a realidade: a minha terapia. Dia após dia, livremente, sinto-me fotógrafo... de mim mesmo. "



Bio
Carlos Vilela, natural de Santo Tirso, 48 anos.
Fotografo por paixão e não por obrigação.
Carla Cruz e Ângelo ferreira de Sousa / M. Sousa Ribeiro
354kg, 118€

“O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou, ontem, __ a uma pena de prisão efectiva de quatro meses, pelo crime de receptação negligente, o único acto ilícito provado durante o julgamento.” Escrevia M. Cláudia Monteiro em Novembro de 2009 no Jornal de Notícias. Como mito urbano ficará a estória de que os presumíveis assaltantes retiraram a energia – necessária ao equipamento para retalhar a escultura em bronze – directamente duma das lojas abandonadas do Clérigos Shopping. A anja, de autoria do mestre José Rodrigues, avaliada em 200 mil euros, é o fio condutor à história desta praça. Inicialmente denominada Praça do Anjo, pois conta a lenda que a mulher de D. Afonso aí terá caído do burrico, terá então o rei mandado erguer uma capela. Foi depois mercado ao ar livre, e mais tarde quando o Porto se quis dar ares de cidade europeia, transformou-se em Praça de Lisboa e Clérigos Shopping.
Em 2006, nenhuma das lojas de mercadorias finas restava aberta, sendo o espaço apenas usado como acesso ao parque de estacionamento subterrâneo. E mais precisamente a 22 de Dezembro, uns ladrões, que não seriam membros de uma rede de tráfico internacional de arte, nem possuidores de mascarilha, resolveram dar o golpe final a um espaço moribundo à nascença.
Quantos mais espaços semelhantes se erguerão na cidade, para caírem, não sob o manto espesso de um fantástico cataclismo como o de Pompeia, mas, devido à rápida erosão de um planeamento negligente dos nossos líderes?
Associação de Amigos da Praça do Anjo, Porto 2010.

Bio
Os projectos que a dupla Carla Cruz - Ângelo ferreira de Sousa têm apresentado resultam de um diálogo convergente relativo aos seus próprios trabalhos pessoais. Os vectores que, entrelaçados, tecem os projectos do colectivo procuram reforçar a eficácia de uma estratégia política de intervenção no espaço "público" ou em espaços de exposição.
Esta colaboração, iniciada em 2000 no contexto de uma aventura colectiva mais ampla chamada Caldeira 213 e recentemente retomada com maior intensidade, é por vezes anónima, noutras vale-se da camuflagem que o discurso artístico oferece, mas tende sempre para uma espécie de desaparecimento sem resíduos. Esta precariedade do efémero é uma forma de luta.
Como no caso das acções nos decrépitos edifícios do ex-cinema Águia d'Ouro e do ex-shopping dos Clérigos, situados no centro da cidade do Porto. Em ambos se explora uma ambiguidade sobre a origem do gesto artístico: como "lê" o graffiti deixado no antigo cinema, um eventual transeunte? Um gesto de protesto ou um delírio ao mesmo tempo atlético e poético? Na sequência da visita "turística" organizada ao antigo Clérigos Shopping vários meios de comunicação social se referiram à acção sem nunca citarem (nem desconfiarem) que estavam perante um acontecimento inserido nas actividades de um espaço de arte contemporânea (Apêndice). O abandono em que se encontra a cidade é um terreno fértil onde pretendem continuar a intervir.
António Leal / Marques Soares
Pedestal instável



“Pedestal instável” apresenta uma reprodução da tocha isolada
da respectiva estátua à qual pertence, a Estátua da Liberdade.
Esta ironiza o monumento como representação eterna de um acontecimento ou valor estabelecido para a sociedade e a humanidade.
No presente, a variação das coisas e de seus resultados, é a única garantia que podemos ter, e a instabilidade é certeza adquirida.
A criação pode prever à partida, a destruição ou ocultação;
a elevação pressupõe um declínio ou afundamento.


Bio
Nasceu em 1979, no Porto, Portugal
Vive e trabalha no Porto, Portugal
Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Exposições Individuais
2010 ”Vieram verificar o potencial de vida“. Fundação. Porto. Portugal
2009 ”Graveless”. Solar – Galeria de Arte Cinemática. Vila do Conde. Portugal
2007 ”Gold Bar”. Projecto Apêndice. Porto. Portugal
2006 “People like Shortcuts”. Wasser-Bassin, Artes em Partes. Porto. Portugal
“Nível II”. Galeria Graça Brandão Porto. Porto. Portugal
2005 “Acting Out“. Mad Woman in the Attic. Porto. Portugal
“Matéria Print”. Artes em Partes. Porto. Portugal
2004 “Promised Land”. Espaço Pêssegoprasemana. Porto. Portugal
Exposições Colectivas
2010 ”Licença para Afirmar”. Fundação. Porto. Portugal
2006 “Opções e Futuros 2”. Arte>Contempo. Lisboa. Portugal
“Constelações Afectivas II”. Galeria Graça Brandão Lisboa. Lisboa. Portugal
“DV #4”. Arte>Contempo. Lisboa. Portugal
2005 “E=mc2”. Museu da Ciência e da Técnica. Coimbra. Portugal
“13:7”. Galeria Sete. Coimbra. Portugal
2004 “Anteciparte 04”. Estufa Fria. Lisboa. Portugal
“Espaços Alternativos do Porto”. Arte>Contempo. Lisboa. Portugal
“Pathiharn electron- Switch Media Art Festival”. Chiang Mai. Tailândia
2003 Mostra de Vídeo. Salão Olímpico. Porto. Portugal
“FIAV” Festival Internacional de Arte Vídeo. Tavira. Portugal
“Sociedade Anónima”. Espaço Pêssegoprasemana. Porto. Portugal
2002 Actividade Colectiva. Artemosferas. Porto. Portugal
Projecto Fig.. Nova Deluxe. Porto. Portugal
Flashcontact. Artemosferas. Porto. Portugal
2001 Pontos de Contacto lll. Circuito de Exposições. Porto. Portugal
WC PublicArt. Sentidos Grátis. Porto. Portugal
Pontos de Contacto ll. Circuito de Exposições. Porto. Portugal
Alcina Manuela Carneiro /araujo & sobrinho
Não Falo +

"e porque o envelope que não chega a nenhuma das caixas do correio simboliza o teu silêncio, eu pego em envelopes vazios, uns atrás dos outros e costuro as palas de cada um, fechando-os, calando-os.
São envelopes que só por sí transportam nada, mas não satisfeita
eu fecho-os para impossibilitar ainda mais a comunicação.
Ou seja, comunicar nada. "
Não Falo + é a manifestação de um desejo e o auto-convencimento, através da repetição de um acto, de querer o contrário. O trabalho de costurar 1200 envelopes vazios, mais do que uma tarefa inúti tornou-se numa missão, que só se completa com a colocação destes objectos agrupados em diversos espaços. Assim sendo, parte da missão é a montagem e desmontagem da instalação, no prolongamento do acto repetitivo. Inserido no projecto Troca-se por Arte, Não Falo + inicia a sua digressão.

Bio
Licenciada em Artes Plásticas - Escultura no ano de 2006, pela FBAUP. Em 2004 inicia a sua parceria com a editora discográfica Bor Land, na elaboração de capa das edições e packagings manuais para CD. No mesmo ano torna-se membro do grupo Identidades, tendo participado em diversas actividades e intercâmbios. Desde 2006 desenvolve o projecto de arte portátil, na elaboração de objectos/acessórios a partir de ilustrações. Cria para o designer de moda, Ricardo Andrez, ilustrações para tecidos e objectos escultóricos para a apresentação das colecções em passerele, (p)Layers A/W09 - Moda Fad/Low Cost Barcelona e DREAMERS S/S10 Cibelles Madrid Fashion Week. Em Outubro de 2009 apresentou na Gesto Cooperativa Cultural a exposição "Caderno Diário". Neste espaço e em parceria com Adriana Oliveira e Mónica Faria, tem vindo a dinamizar as montras, no projecto recentemente intitulado Mon(s)tra. Frequenta o Mestrado de Desenho e Práticas de Impressão na FBAUP e desenvolve o projecto Caderno Diário. Vive e trabalha no Porto.

8.4.10

CARTAZ / Agenda



Concertos /17 Abril Sábado

30.3.10

29.3.10

Marques Soares/ ANTÓNIO LEAL





23.3.10

Casa Africana/ NUNO COELHO

11.3.10

ATOS dia 17 de abril 22h / auditório Passos Manuel


ATOS it a trio which makes musical bridge connecting souls from different backgrounds and landscapes, seeking the nature of the members throughout originals compositions free improvisations and interpretations of songs.
Is an atmospheric-lyrical but grounded music that inspires and make contact with audiences from diverse backgrounds.
http://www.myspace.com/atostrio